O que é a rotina de Classificação de Couro?
A rotina Classificação de Couro é o ponto de separação e categorização das peles brutas recebidas no curtume. Operadores posicionados nos terminais escaneiam pallets de origem — pallets contendo couros brutos (WetBlue) — e distribuem cada pele individualmente em pallets de destino, organizados por produto e tipo de classificação.
A operação é inteiramente orientada por uma ordem de produção, que define as quantidades previstas e as classificações permitidas. A cada pele classificada, o sistema atribui automaticamente lote, partida e classificação de qualidade, registrando o resultado em volumes individualizados associados ao pallet de destino correspondente.
No dia a dia, a rotina analisa tamanho, furos e rios das peles, atribuindo uma classificação de qualidade do couro. Esse processo garante rastreabilidade completa do material — desde o pallet de origem até o produto acabado — e alimenta os indicadores de produção em tempo real.
A importância do recurso se reflete tanto em processos internos — controle de qualidade, paletização e rastreabilidade por lote — quanto externos: acordos de qualidade com clientes, geração de romaneios de saída e integração com pedidos de venda.
Capacidades do módulo
Destaques da rotina
Cada sessão de classificação é vinculada a uma ordem de produção específica, que determina os produtos a gerar, as quantidades previstas e as classificações válidas para o lote.
Cada pele classificada registra o volume de origem, o operador, o lote do couro, a partida e a classificação. Todos os dados são sincronizados assincronamente com a WebAPI externa.
Os dados de runtime são mantidos exclusivamente em memória pelo Windows Service. Não há acesso direto ao banco SQL durante a operação, garantindo agilidade mesmo sob latência de rede.
Suporta medidora de peles (área em sqft), balança e até três impressoras térmicas por terminal.
Arquitetura do módulo
O módulo opera com uma arquitetura em três camadas. O terminal (Windows Forms) se comunica com um Windows Service via protocolo TCP proprietário ATAK. A persistência definitiva dos dados ocorre de forma assíncrona via sincronizadores que enviam as informações para uma WebAPI externa.
A separação entre o processamento local em memória e a sincronização assíncrona garante resposta imediata ao operador mesmo em situações de latência de rede. Nenhum dado de runtime é gravado diretamente no banco SQL durante a operação de classificação.