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IBS e CBS na NF-e: o que muda em 2026 e como preparar sua empresa

  • Por Time
  • em 13/07/2026

A Reforma Tributária do Consumo começa a impactar diretamente a rotina fiscal das empresas brasileiras. A partir de 2026, os documentos fiscais eletrônicos passam a incluir campos relacionados aos novos tributos: IBS e CBS.

Por isso, entender o impacto do IBS e CBS na NF-e é essencial para empresas que emitem notas fiscais e precisam manter a operação em conformidade durante o período de transição.

Mais do que uma mudança no XML, essa nova etapa exige revisão de cadastros, parametrizações fiscais, regras tributárias e sistemas de gestão. Ao longo deste artigo, você vai entender o que muda, quais pontos exigem atenção e como iniciar a preparação da sua empresa.

O que é IBS e CBS na NF-e?

O IBS e CBS na NF-e faz parte da implementação gradual da Reforma Tributária do Consumo.

A CBS é a Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal. Já o IBS é o Imposto sobre Bens e Serviços, relacionado à esfera estadual e municipal.

Na prática, os documentos fiscais eletrônicos passam a receber novos campos para informar esses tributos durante o período de transição.

Em 2026, a fase inicial prevê uma alíquota teste de 1%, composta por:

  • CBS: 0,9%;
  • IBS: 0,1%.

Essa etapa tem como objetivo validar o novo modelo tributário e preparar empresas, sistemas e órgãos fiscais para a convivência entre o modelo atual e o novo modelo.

O que muda na emissão da NF-e?

A principal mudança está na necessidade de preencher corretamente os novos campos fiscais nos documentos eletrônicos.

Isso significa que a empresa precisa garantir que o sistema esteja preparado para:

  • Calcular IBS e CBS;
  • Preencher os novos campos da NF-e;
  • Aplicar regras de validação;
  • Considerar situação e classificação tributária;
  • Trabalhar com alíquotas de referência;
  • Gerar o XML conforme o novo layout.

Além disso, a adequação não deve ficar restrita ao setor fiscal. Como a emissão de NF-e está ligada ao faturamento, qualquer inconsistência pode afetar a liberação de pedidos, expedição e rotina administrativa.

Onde as empresas podem encontrar dificuldade?

A adaptação exige mais do que acompanhar a legislação. O desafio está em transformar a regra fiscal em processo operacional dentro do ERP.

Os principais pontos de atenção são:

Cadastros fiscais

NCM, produtos, serviços, filiais, operações e regimes tributários precisam estar revisados.

Parametrização tributária

O sistema precisa aplicar corretamente regras de IBS, CBS e, quando aplicável, Imposto Seletivo.

Layout dos documentos eletrônicos

A NF-e, NFC-e, NFS-e e CT-e passam a exigir novos campos conforme as atualizações fiscais.

Testes em homologação

Antes da obrigatoriedade em produção, a empresa deve testar emissão, cálculo, XML e validações.

Integração entre áreas

Fiscal, contabilidade, TI, faturamento e gestão precisam atuar com informações alinhadas.

Por que se preparar antes da obrigatoriedade?

A Reforma Tributária terá um período de transição. Ainda assim, a preparação precisa começar antes da exigência prática.

Isso acontece porque a emissão fiscal depende de uma cadeia de informações. Se o cadastro estiver incorreto, a regra fiscal estiver desatualizada ou o ERP não estiver preparado, o impacto pode aparecer no momento da emissão.

Por isso, empresas que revisam processos com antecedência reduzem riscos de rejeição, retrabalho e paralisação no faturamento.

Além disso, o período de testes permite validar cenários reais antes que a obrigação esteja totalmente ativa.

O papel do ERP na adaptação ao IBS e CBS

O ERP será uma peça central na adaptação à Reforma Tributária.

Afinal, é nele que estão os cadastros, regras fiscais, emissão de documentos, faturamento e integração com a operação.

Um ERP preparado precisa permitir:

  • Configuração dos novos tributos;
  • Atualização de campos fiscais;
  • Cálculo de IBS, CBS e IS;
  • Parametrização por filial e operação;
  • Emissão correta dos documentos eletrônicos;
  • Testes em ambiente de homologação;
  • Atualização conforme novas regras fiscais.

Portanto, a adequação não depende apenas do conhecimento tributário. Ela depende de tecnologia preparada para acompanhar a mudança.

O IBS e CBS na NF-e representa uma das principais mudanças fiscais da Reforma Tributária para empresas que emitem documentos eletrônicos.

Embora 2026 seja um período de teste e transição, a preparação precisa começar antes. Cadastros, regras fiscais, parametrizações e sistemas precisam estar alinhados para evitar inconsistências na emissão.

Por isso, revisar processos e garantir que o ERP esteja preparado será essencial para atravessar essa etapa com mais segurança.

Sua empresa já começou a preparar o ERP para a Reforma Tributária?

O ERP Atak está acompanhando as mudanças fiscais relacionadas ao IBS, CBS e IS para apoiar empresas durante o período de transição.

Fale com nossos especialistas e entenda como se preparar para essa nova fase da emissão fiscal.

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